batuques bons eram aqueles regados de cabernet
de boa compania, me encontrava por todos aqueles dias
tanta alegria florava de conversas e prosas
sempre amanhecia com dias cheirosos de rosas
sabe, sempre pensei que podia ser eterno
mas o tempo passou e eu por meros turbilhoes adolecentes me deixei levar
e fui com tudo pra longe do meu primeiro amor
de consolo pouco me restou
sofri sofri e sofri mais um tanto, quase um ano
tio meu falou: você é tão novo, ainda haverão muitos amores
dito e feito, logo encontrei meu caminho
aprendi a me amar, me conhecer.
de todas as dúvidas a maior tinha acabado
e novos amores realmente vieram
por sorte do acaso ou por vontade própria
amei muito, e sofri (lógico) mais um pouco
parte por minhas partidas
minha vontade de mudar, minha veia cosmopolita e nomade
era mais forte do que tudo
haveria maneira de encontrar a formula perfeita?
e pela lei da atração, ela apareceu!
meu mais novo amor
cruzamos o mundo juntos e voltamos
mais ou menos separados, acabamos
veio de baixo pra cima um mar de certezas
seguidos por dúvidas só para contradizer tudo
carreira, prioridades, coração tudo de vez
mais um ano passou!
e como são boas essas batidas regadas de sauvignon,
é tanta felicidade que prospera com meus sentimentos
que sempre ao dormir sinto meus pensamentos
ainda regados pela gostoso cheiro das rosas
sem deixar dúvidas sei que
mais maravilhosos ainda serão,
as batucadas,
as manhãs
==========
Fabio Seixas Santos
Outubro 2007
Saturday, October 20, 2007
Saturday, October 13, 2007
Mistério - Da Série As minhas sete mortes
Minha segunda morte foi quase morrer de tédio. Na verdade, um mistério.
Mas que intriga. Dormi bem e acordei assim com aquele vazio por todo o corpo.
Deu vontade de ligar para amigos. Para todos!
E foi o que fiz.
Nenhuma das vozes do outro lado da linha me fazia mais feliz.
Fiquei impaciente querendo saber o porquê, não da infelicidade, mas o porquê da falta de felicidade.
Incompleto, liguei para mais alguns números, procurei por textos e outros becos.
Acabei por me lembrar que mais uma vez minha inquetude mensal veio atacar.
Só que desta vez me veio em mente um questionamento que tive dias atrás.
Será uma solidão eterna? Ou uma vontade de amar sempre?
Nesse ponto, aparece um desencontro e aumenta minha angústia, cada parte do meu corpo entra em descompasso, DNAs se opõem uns aos outros em ritmo desordenado esvaziam com exactidão tudo o que há de certo em mim.
Meu joelho treme, junto com meus pensamentos em fogo por não encontrar essa ou aquela, hum... Essa? Ou aquela ? Não sei o que!
Apoquentação maldita!
Isso que ocorre nessas poucas horas do mês,
quando o tempo passa e eu sem amar alguém.
Me sinto assim. Morto.
Morto pela segunda vez, desta vez nem sei porquê.
Morri por um mistério.
==========
Fabio Seixas Santos
Outubro 2007
Mas que intriga. Dormi bem e acordei assim com aquele vazio por todo o corpo.
Deu vontade de ligar para amigos. Para todos!
E foi o que fiz.
Nenhuma das vozes do outro lado da linha me fazia mais feliz.
Fiquei impaciente querendo saber o porquê, não da infelicidade, mas o porquê da falta de felicidade.
Incompleto, liguei para mais alguns números, procurei por textos e outros becos.
Acabei por me lembrar que mais uma vez minha inquetude mensal veio atacar.
Só que desta vez me veio em mente um questionamento que tive dias atrás.
Será uma solidão eterna? Ou uma vontade de amar sempre?
Nesse ponto, aparece um desencontro e aumenta minha angústia, cada parte do meu corpo entra em descompasso, DNAs se opõem uns aos outros em ritmo desordenado esvaziam com exactidão tudo o que há de certo em mim.
Meu joelho treme, junto com meus pensamentos em fogo por não encontrar essa ou aquela, hum... Essa? Ou aquela ? Não sei o que!
Apoquentação maldita!
Isso que ocorre nessas poucas horas do mês,
quando o tempo passa e eu sem amar alguém.
Me sinto assim. Morto.
Morto pela segunda vez, desta vez nem sei porquê.
Morri por um mistério.
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Fabio Seixas Santos
Outubro 2007
Tuesday, September 25, 2007
Tempo - Da Série As minhas sete mortes
Depois de tanto tempo ela veio novamente atrás de mim
Primeiro, em forma de livro acompanhado de uma menina, sem família e que perdeu seus melhores amigos durante a guerra.
Logo depois junto com o frio em uma rebelião na Turquia.
E foi assim aos poucos que ela se aproximou
Como anda rápido essa morte...
Veio de lá dos fundos da Europa para o Brasil em poucos segundos
Vai ver ela estava aqui há mais horas do que eu poderia imaginar.
Porque foi em uma conversa virtual que descobri que já havia morrido meses atrás,
logo depois da minha quarta morte.
E isso me fez doer o coração. Ôh Tempo.
Como pude ser atropelado por você dessa maneira?
Sem ao menos perceber?
Assim entre trânsito, arranha-céus, trabalho, ligações
sempre muito ocupado para meus conflitos, meus amores
sequer, haviam segundos para as minhas preocupações
Acho que agora faz sentido!
Na verdade uma metrópole muda nossa percepção de conflito.
pelo menos eu acho isso. A cidade é muito rápida, e tudo passa a ter menos importância, você me entende ? Mas é ai que vc começa a descobrir quem vc é!
Quando reavalia teu passado.
O que você mudou?
O que você usou para crescer?
E quando tu percebes isso, é uma sensação única de liberdade.
(Sim agora realmente faz sentido, ele veio em minha ajuda)
Já senti isso a décadas atrás.
E foi pela falta de tempo que morri pela terceira vez
morri para redescobrir em uma nova vida
o ecstasy da minha mais nova liberdade.
A liberdade de ter todo o tempo, o tempo todo.
==========
Fabio Seixas Santos
Setembro 2007
Primeiro, em forma de livro acompanhado de uma menina, sem família e que perdeu seus melhores amigos durante a guerra.
Logo depois junto com o frio em uma rebelião na Turquia.
E foi assim aos poucos que ela se aproximou
Como anda rápido essa morte...
Veio de lá dos fundos da Europa para o Brasil em poucos segundos
Vai ver ela estava aqui há mais horas do que eu poderia imaginar.
Porque foi em uma conversa virtual que descobri que já havia morrido meses atrás,
logo depois da minha quarta morte.
E isso me fez doer o coração. Ôh Tempo.
Como pude ser atropelado por você dessa maneira?
Sem ao menos perceber?
Assim entre trânsito, arranha-céus, trabalho, ligações
sempre muito ocupado para meus conflitos, meus amores
sequer, haviam segundos para as minhas preocupações
Acho que agora faz sentido!
Na verdade uma metrópole muda nossa percepção de conflito.
pelo menos eu acho isso. A cidade é muito rápida, e tudo passa a ter menos importância, você me entende ? Mas é ai que vc começa a descobrir quem vc é!
Quando reavalia teu passado.
O que você mudou?
O que você usou para crescer?
E quando tu percebes isso, é uma sensação única de liberdade.
(Sim agora realmente faz sentido, ele veio em minha ajuda)
Já senti isso a décadas atrás.
E foi pela falta de tempo que morri pela terceira vez
morri para redescobrir em uma nova vida
o ecstasy da minha mais nova liberdade.
A liberdade de ter todo o tempo, o tempo todo.
==========
Fabio Seixas Santos
Setembro 2007
Monday, May 28, 2007
MEDO - DA Série "As minhas sete mortes"
Estava prevendo mais uma morte,
passei o dia inteiro pensando nisso,
acordei com medo . . . medo de morrer.
O que aconteceria ?
Minha familia ?
Aquela paixão que tinha pela vida ?
O dia inteiro me fiz o favor de poder viver.
sai pela rua caminhando. respirando ar puro.
As vezes achava que não estava lá, entrava em transe com pensamentos além das idéias cabiveis anunciadas em minha existencia.
meus valores haviam sumido.
Foi ai que arrastei minha mão contra a parede. e me veio a dor, sangue . . .
Repentinamente vivo denovo, humano ao extremo. percebi que minhas fragilidades também estavam sendo abaladas pelo meu pensamento, inútil claro.
pois meu destino aquele dia eu já sabia . . .
muito medo te tudo e de todos,
as luzes piscavam sempre no vermelho
e os carros em altavelocidade não deixavam eu se quer atravesar a rua
mas penetrava entre eles sem medo ser atropelado.
pois meu destino eu já sabia.
um velho parou ao meu lado e falou algo que não prestei a atenção
me veio a cabeça como seria bom chegar aquela idade.
mas já basta . . não merecia.
não merecia nem meus remédios de cabeceira.
tinha medo de tudo
do amanhã, do hoje e até do que já passou.
de perder, ganhar.
sempre me sabotei . . . minhas vitórias não passaram de ilusões em minha cabeça.
O que sempre realizei em meus sonhos, nunca fui predestinado a ter em vida.
Por isso precisava seguir adiante, para outra.
deixar esses anos de lado . . . tremendo . . . como o covarde que fui.
Pela primeira vez o sinal verde abriu em todo aquele dia.
sabia que era a hora.
me joguei no meio da rua
um caminhão me pegou em cheio.
foi assim que morri pela quarta vez.
morri de medo.
==========
Fabio Seixas
maio 2007
passei o dia inteiro pensando nisso,
acordei com medo . . . medo de morrer.
O que aconteceria ?
Minha familia ?
Aquela paixão que tinha pela vida ?
O dia inteiro me fiz o favor de poder viver.
sai pela rua caminhando. respirando ar puro.
As vezes achava que não estava lá, entrava em transe com pensamentos além das idéias cabiveis anunciadas em minha existencia.
meus valores haviam sumido.
Foi ai que arrastei minha mão contra a parede. e me veio a dor, sangue . . .
Repentinamente vivo denovo, humano ao extremo. percebi que minhas fragilidades também estavam sendo abaladas pelo meu pensamento, inútil claro.
pois meu destino aquele dia eu já sabia . . .
muito medo te tudo e de todos,
as luzes piscavam sempre no vermelho
e os carros em altavelocidade não deixavam eu se quer atravesar a rua
mas penetrava entre eles sem medo ser atropelado.
pois meu destino eu já sabia.
um velho parou ao meu lado e falou algo que não prestei a atenção
me veio a cabeça como seria bom chegar aquela idade.
mas já basta . . não merecia.
não merecia nem meus remédios de cabeceira.
tinha medo de tudo
do amanhã, do hoje e até do que já passou.
de perder, ganhar.
sempre me sabotei . . . minhas vitórias não passaram de ilusões em minha cabeça.
O que sempre realizei em meus sonhos, nunca fui predestinado a ter em vida.
Por isso precisava seguir adiante, para outra.
deixar esses anos de lado . . . tremendo . . . como o covarde que fui.
Pela primeira vez o sinal verde abriu em todo aquele dia.
sabia que era a hora.
me joguei no meio da rua
um caminhão me pegou em cheio.
foi assim que morri pela quarta vez.
morri de medo.
==========
Fabio Seixas
maio 2007
Saturday, May 12, 2007
Saudades - Da série "As minhas sete mortes"
Começei morrendo lentamente, anos atrás.
Na verdade minha passagem começou com sintomas opostos.
Vitalidade, sorrisos, troca de olhares, abraços e beijos.
foi uma falsa ilusão de eternidade
que durou apenas poucos messes.
milhares de quilometros nós separaram
Depois disso tivemos mais um encontro, o nosso último
Subimos montanhas, banho de mar, nos deliciamos de minutos inesquecíveis
Com um por do sol que só se mostra para os apaixonados
Tudo isso foi apenas uma recaida, daquelas boas.
Após nosso encontro o destino resolveu impor uma proibição
cercada por dúvidas, falta de amadurecimento,
e pouca coragem para decidir.
Desde então "vivo" de saudades. morrendo aos poucos.
Dias acordo sem vontades e nem forças,
lágrimas caem uma por cima da outra.
Pontadas no coração me atacam no meio da rua quando
lembro dela, essa saudade desperta terremotos dentro de mim.
Ontem me exclui do mundo,
já prevendo meu fim,
de rosto inchado e coração apertado
decidi me enterrar dentro do quarto.
Muito fraco escrevi minhas últimas linhas,
nosso amor contrastado com a distância dos nossos corações,
deixando claro a minha experiência própria a respeito dos nossos momentos
fiz meu pedido para que eu ainda tivesse uma chance de te ver.
foi assim que morri pela quinta vez
Com saudades morri de tanto te querer.
==
Fabio Seixas - maio 2007
Na verdade minha passagem começou com sintomas opostos.
Vitalidade, sorrisos, troca de olhares, abraços e beijos.
foi uma falsa ilusão de eternidade
que durou apenas poucos messes.
milhares de quilometros nós separaram
Depois disso tivemos mais um encontro, o nosso último
Subimos montanhas, banho de mar, nos deliciamos de minutos inesquecíveis
Com um por do sol que só se mostra para os apaixonados
Tudo isso foi apenas uma recaida, daquelas boas.
Após nosso encontro o destino resolveu impor uma proibição
cercada por dúvidas, falta de amadurecimento,
e pouca coragem para decidir.
Desde então "vivo" de saudades. morrendo aos poucos.
Dias acordo sem vontades e nem forças,
lágrimas caem uma por cima da outra.
Pontadas no coração me atacam no meio da rua quando
lembro dela, essa saudade desperta terremotos dentro de mim.
Ontem me exclui do mundo,
já prevendo meu fim,
de rosto inchado e coração apertado
decidi me enterrar dentro do quarto.
Muito fraco escrevi minhas últimas linhas,
nosso amor contrastado com a distância dos nossos corações,
deixando claro a minha experiência própria a respeito dos nossos momentos
fiz meu pedido para que eu ainda tivesse uma chance de te ver.
foi assim que morri pela quinta vez
Com saudades morri de tanto te querer.
==
Fabio Seixas - maio 2007
Thursday, April 26, 2007
Tesão - Da série "As minhas sete mortes"
Estava em êxtase, alucinado, entre as 4 paredes do meu quarto. Ela subiu com tudo no meu corpo suado, me deixei ser dominado. Ela então começou a me chupar, eu mordia suas pernas de tanto tesão.
Nos jogamos contra o armário e logo depois saltamos pela janela a fora, seus lábios carnudos e quentes ainda tocavam, em ritmo acelerado, o meu membro rigido, caimos por centenas de andares em velocidade que poderia se comparar ao prazer que estavamos sentido.
O predio não tinha fim, as janelas e andares iam passando como história em quadrinhos e quem olhase para fora poderia ver aquele casal caindo e se amando loucamente, escutar os corações batendo ritmados até a morte.
Foi assim que morri pela sexta vez.
de tanto gozar.
==============
Fabio Seixas Santos
Abril 2007
Abril 2007
Monday, April 9, 2007
Descuido passivo
-É, sempre falta! Coisa de ser humano isso...
-Já sabes, ser humano!
Mas, minha falta não é suprida por conquistas, e sim por mudanças constantes!
parece que me encontro em vários momentos diferentes.
nada muda o que eu sou. apenas acrescenta!
Você uma vez me ensinou sem querer que posso ser completo.
Mas, assim que virou as costas tudo ficou metade vazio.
Faltou metade das minhas palavras, metade da minha alma, mal tive forças para voltar para casa. Lembra disso ? Claro que não, devia esta caminhando para casa tentando recolher seus próprios pedaços. Essa noite não foi fácil.
Para nenhum de nós dois.
-Juntos, porém separados, nós já sabíamos. Faltou!
-Faltou coragem.
Fabio Seixas abril 2007
-Já sabes, ser humano!
Mas, minha falta não é suprida por conquistas, e sim por mudanças constantes!
parece que me encontro em vários momentos diferentes.
nada muda o que eu sou. apenas acrescenta!
Você uma vez me ensinou sem querer que posso ser completo.
Mas, assim que virou as costas tudo ficou metade vazio.
Faltou metade das minhas palavras, metade da minha alma, mal tive forças para voltar para casa. Lembra disso ? Claro que não, devia esta caminhando para casa tentando recolher seus próprios pedaços. Essa noite não foi fácil.
Para nenhum de nós dois.
-Juntos, porém separados, nós já sabíamos. Faltou!
-Faltou coragem.
Fabio Seixas abril 2007
Wednesday, March 28, 2007
Lembranças que a saudade traz
Com minhas saudades,
Pequenas lembranças começam a ressurgir
Lembranças que há muito tempo não via
Agora sim. Vê?
Meu passado
marcado de amor
cantigas de ninar
bolo da vovó e sacolé de manga.
Era um menino arteiro e feliz.
De irmãos lindos
lembro-me bem
Ele bangunceiro, desafiando sempre a durabiliade dos brinquedos
dos quais só pedaços restavam.
Ela linda, uma vez em apresentação de ballet, vestida de urso,
perdida em pleno palco, sem par!
Como queria estar lá.
Me lembro bem.
Recordo de meu pai...
Sempre sábio, vencedor, um grande exemplo.
Minha mãe;
boa de conselhos, energia materna.
E que exemplo!
Educação, valores, amizade.
São meus pais.
Lembro de mim,
Pequeninho assim, fugindo com a bicicleta,
Já um pouco maior cavalgando à beça
e quando grande me formei às pressas
Agora lembro, todo tempo.
E que saudades boas essas.
Fabio Seixas - Março 2007
Pequenas lembranças começam a ressurgir
Lembranças que há muito tempo não via
Agora sim. Vê?
Meu passado
marcado de amor
cantigas de ninar
bolo da vovó e sacolé de manga.
Era um menino arteiro e feliz.
De irmãos lindos
lembro-me bem
Ele bangunceiro, desafiando sempre a durabiliade dos brinquedos
dos quais só pedaços restavam.
Ela linda, uma vez em apresentação de ballet, vestida de urso,
perdida em pleno palco, sem par!
Como queria estar lá.
Me lembro bem.
Recordo de meu pai...
Sempre sábio, vencedor, um grande exemplo.
Minha mãe;
boa de conselhos, energia materna.
E que exemplo!
Educação, valores, amizade.
São meus pais.
Lembro de mim,
Pequeninho assim, fugindo com a bicicleta,
Já um pouco maior cavalgando à beça
e quando grande me formei às pressas
Agora lembro, todo tempo.
E que saudades boas essas.
Fabio Seixas - Março 2007
Monday, March 26, 2007
Inquietudes
Inquietudes ?
Sim, inquietudes.
Boas ou que incomodam ? Para as boas eu sugiro deixar pensar, e para as não tão boas eu sugiro uma taça de vinho para que se aquietem. Embora as duas sejam vitais e necessárias.
Eu sei disso mais do que ninguém.
Minha vida certamente não é cotidiano, e se renova, mas queria pelo menos que essa necessidade do novo tardasse um pouco mais do que apenas um verão. Assim poderia apreciar mais o nascer do sol ou até mesmo observar melhor as mudanças de estação. Será que minha vida tem mesmo isso tudo para me mostrar ?
Talvez possa dizer que sim. Falar que minhas andanças sirvam como pensamentos . . . não se congelam, se renovam e as vezes trazem algo inesperado. Reconquistas de coisas que já senti ou peças perdidas por qualquer razão. Quem sabe até o novo.
Às vezes me perco subitamente numa visão imediata, e a alma vira do avesso . . . mas a melhor maneira que encontro para resolver isso tudo é sentir. Sentir excessivamente a fúria da alma, com os olhos abertos e confusos. O problema é que os sentimentos são os mesmos. É como uma síndrome ou um prévio aviso, de tão forte e volumoso já estou cansado de tê-los. Sempre inquietos.
Na fase de vida em que estou, já passam anos, toda essa exposição em minha cabeça, aos meus turbilhões de inquietudes e pensamentos deveriam ser digeridos e compreendidos de forma mais rápida e serena pelo meu organismo. Mas enquanto não ficam, vou seguir sua sugestão, deixar pensar e abrir um bom vinho.
Fabio Seixas - Março 07
Sim, inquietudes.
Boas ou que incomodam ? Para as boas eu sugiro deixar pensar, e para as não tão boas eu sugiro uma taça de vinho para que se aquietem. Embora as duas sejam vitais e necessárias.
Eu sei disso mais do que ninguém.
Minha vida certamente não é cotidiano, e se renova, mas queria pelo menos que essa necessidade do novo tardasse um pouco mais do que apenas um verão. Assim poderia apreciar mais o nascer do sol ou até mesmo observar melhor as mudanças de estação. Será que minha vida tem mesmo isso tudo para me mostrar ?
Talvez possa dizer que sim. Falar que minhas andanças sirvam como pensamentos . . . não se congelam, se renovam e as vezes trazem algo inesperado. Reconquistas de coisas que já senti ou peças perdidas por qualquer razão. Quem sabe até o novo.
Às vezes me perco subitamente numa visão imediata, e a alma vira do avesso . . . mas a melhor maneira que encontro para resolver isso tudo é sentir. Sentir excessivamente a fúria da alma, com os olhos abertos e confusos. O problema é que os sentimentos são os mesmos. É como uma síndrome ou um prévio aviso, de tão forte e volumoso já estou cansado de tê-los. Sempre inquietos.
Na fase de vida em que estou, já passam anos, toda essa exposição em minha cabeça, aos meus turbilhões de inquietudes e pensamentos deveriam ser digeridos e compreendidos de forma mais rápida e serena pelo meu organismo. Mas enquanto não ficam, vou seguir sua sugestão, deixar pensar e abrir um bom vinho.
Fabio Seixas - Março 07
Monday, January 15, 2007
2 filhos e depois se separou
Mesa estava lotada de crianças do colégio.
De uma ponta a outra todos gritavam, soltavam aquela energia acumulada, brincavamos e até inventamos uma passagem secreta por debaixo da mesa.
O momento chegara, hora do parabéns mais esperado. Ela estava linda, me deu um calafrio tremendo, só de pensar que depois de soprar as velas todos saberiam, os pais dela (meu deus!),
estava arruinado.
Tímido como sempre fui me deu vontade de fugir .
A apenas duas semanas atrás tomei coragem e pela primeira vez e segurei a mão dela. Porém antes me declarei por uma carta escrita em papel amaçado que com muito cuidado deixei ao lado de seu estojo, a classe estava vazia na hora do recreio. E só depois que ela olhou para mim com os olhos brilhando foi que soube que sim.
Já não dava mais para esconder e resolvi ser firme.
Afinal era meu amor. Planejava nosso casamento, 2 filhos e até ficarmos velinhos juntos.
-Não vou fugir!
Tapei meus ouvidos para não escutar!
. . . parabéns pra voce . . . (é agora)
. . . com quem será . . . (frio na bariga)
Aquele som abafado entrando no meu ouvido, coração pulando adrenalina a mil. Só ai que olhei para ela, depois que acabaram de cantar. Não via nem escutava mais ninguém enquanto ela caminhava em minha direção.
Ganhei o primeiro pedaço de bolo e um beijo na bochecha.
De olhos fechados resolvi fazer um pedido
- Que seja para sempre!
Fabio Seixas
De uma ponta a outra todos gritavam, soltavam aquela energia acumulada, brincavamos e até inventamos uma passagem secreta por debaixo da mesa.
O momento chegara, hora do parabéns mais esperado. Ela estava linda, me deu um calafrio tremendo, só de pensar que depois de soprar as velas todos saberiam, os pais dela (meu deus!),
estava arruinado.
Tímido como sempre fui me deu vontade de fugir .
A apenas duas semanas atrás tomei coragem e pela primeira vez e segurei a mão dela. Porém antes me declarei por uma carta escrita em papel amaçado que com muito cuidado deixei ao lado de seu estojo, a classe estava vazia na hora do recreio. E só depois que ela olhou para mim com os olhos brilhando foi que soube que sim.
Já não dava mais para esconder e resolvi ser firme.
Afinal era meu amor. Planejava nosso casamento, 2 filhos e até ficarmos velinhos juntos.
-Não vou fugir!
Tapei meus ouvidos para não escutar!
. . . parabéns pra voce . . . (é agora)
. . . com quem será . . . (frio na bariga)
Aquele som abafado entrando no meu ouvido, coração pulando adrenalina a mil. Só ai que olhei para ela, depois que acabaram de cantar. Não via nem escutava mais ninguém enquanto ela caminhava em minha direção.
Ganhei o primeiro pedaço de bolo e um beijo na bochecha.
De olhos fechados resolvi fazer um pedido
- Que seja para sempre!
Fabio Seixas
Wednesday, January 3, 2007
Hoje gritei com as paredes
Hoje gritei com as paredes.
aquele branco mórbido de hospital já me incomodava àlgum tempo.
Peguei a primeira caneta que vi na frente e escrevi sobre tudo, a parede que antes parecia um ice-berg, frio e assustador, ia se derretendo a cada frase escrita. Prescisava me libertar daquilo, horas regradas, pessoas vazias, violência e esse mundo corrompido. Mundo esse que faz menos sentido do que qualquer loucura que eu seja capaz de alimentar.
Cansado de tentar me expressar, aquele lençol duro e branco, começei um jogo da velha mas sempre que ganhava também perdia, eu era XIS eu era o ZERO, o melhor resultado que conseguia era o empate. Acho que foi ai que percebi a minha incapacidade de mudar tudo.
De mudar o mundo.
Sentei e chorei.
E aquela parede que antes parecia tão afastada foi a única a me acolher e deixar eu desmanchar em seus braços.
Fabio Seixas
aquele branco mórbido de hospital já me incomodava àlgum tempo.
Peguei a primeira caneta que vi na frente e escrevi sobre tudo, a parede que antes parecia um ice-berg, frio e assustador, ia se derretendo a cada frase escrita. Prescisava me libertar daquilo, horas regradas, pessoas vazias, violência e esse mundo corrompido. Mundo esse que faz menos sentido do que qualquer loucura que eu seja capaz de alimentar.
Cansado de tentar me expressar, aquele lençol duro e branco, começei um jogo da velha mas sempre que ganhava também perdia, eu era XIS eu era o ZERO, o melhor resultado que conseguia era o empate. Acho que foi ai que percebi a minha incapacidade de mudar tudo.
De mudar o mundo.
Sentei e chorei.
E aquela parede que antes parecia tão afastada foi a única a me acolher e deixar eu desmanchar em seus braços.
Fabio Seixas
Tuesday, January 2, 2007
De pés descalços
A lua brilhava tão forte
que refletia toda sua luz sobre o mar
parecia que tinha sido feita só para nós,
apenas nós que estavamos naquele recanto de mundo.
lugar nenhum estaria igual.
Não que a lua estava ali para se destacar.
mas completava com perfeição todo o cenário,
que parecida ter sido desenhado a mão
e moldurado por nuvens calmas.
de pés descalços
fiz meus pedidos
deu saudade dos meus pais, irmãos, amigos que passaram perto e longe, essa data
pessoas especiais que fizeram meu ano
terminei por molhar meus pés
e esperei as 7 ondas encontra-los
o peito apertado vinha se aliviando aos poucos
desde que fechei o meus olhos, junto a água, 12 messes da minha vida passaram como um raio
em poucos minutos de reflexão a última lágrima escorreu de encontro ao Atlântico
dele emergiu um gratificante sorriso, que tomou posse de todo meu corpo.
eufórico, pelas conquistas de todo um ano
pelas experiencias que passei
e pelas mais novas amizades;
simplismente por tudo isso a alegria veio me brindar com felicidade
assim, de pés descalços
tudo começou novamente
Um novo ano
repleto de anos velhos dentro dele
para que eu me lembre de onde eu vim
e saiba onde quero chegar.
Fabio Seixas, jan 2007
que refletia toda sua luz sobre o mar
parecia que tinha sido feita só para nós,
apenas nós que estavamos naquele recanto de mundo.
lugar nenhum estaria igual.
Não que a lua estava ali para se destacar.
mas completava com perfeição todo o cenário,
que parecida ter sido desenhado a mão
e moldurado por nuvens calmas.
de pés descalços
fiz meus pedidos
deu saudade dos meus pais, irmãos, amigos que passaram perto e longe, essa data
pessoas especiais que fizeram meu ano
terminei por molhar meus pés
e esperei as 7 ondas encontra-los
o peito apertado vinha se aliviando aos poucos
desde que fechei o meus olhos, junto a água, 12 messes da minha vida passaram como um raio
em poucos minutos de reflexão a última lágrima escorreu de encontro ao Atlântico
dele emergiu um gratificante sorriso, que tomou posse de todo meu corpo.
eufórico, pelas conquistas de todo um ano
pelas experiencias que passei
e pelas mais novas amizades;
simplismente por tudo isso a alegria veio me brindar com felicidade
assim, de pés descalços
tudo começou novamente
Um novo ano
repleto de anos velhos dentro dele
para que eu me lembre de onde eu vim
e saiba onde quero chegar.
Fabio Seixas, jan 2007
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