Saturday, October 20, 2007

Minhas proximas manhãs

batuques bons eram aqueles regados de cabernet
de boa compania, me encontrava por todos aqueles dias
tanta alegria florava de conversas e prosas
sempre amanhecia com dias cheirosos de rosas

sabe, sempre pensei que podia ser eterno
mas o tempo passou e eu por meros turbilhoes adolecentes me deixei levar
e fui com tudo pra longe do meu primeiro amor
de consolo pouco me restou

sofri sofri e sofri mais um tanto, quase um ano
tio meu falou: você é tão novo, ainda haverão muitos amores
dito e feito, logo encontrei meu caminho
aprendi a me amar, me conhecer.

de todas as dúvidas a maior tinha acabado
e novos amores realmente vieram
por sorte do acaso ou por vontade própria
amei muito, e sofri (lógico) mais um pouco

parte por minhas partidas
minha vontade de mudar, minha veia cosmopolita e nomade
era mais forte do que tudo
haveria maneira de encontrar a formula perfeita?

e pela lei da atração, ela apareceu!
meu mais novo amor
cruzamos o mundo juntos e voltamos
mais ou menos separados, acabamos

veio de baixo pra cima um mar de certezas
seguidos por dúvidas só para contradizer tudo
carreira, prioridades, coração tudo de vez
mais um ano passou!

e como são boas essas batidas regadas de sauvignon,
é tanta felicidade que prospera com meus sentimentos
que sempre ao dormir sinto meus pensamentos
ainda regados pela gostoso cheiro das rosas

sem deixar dúvidas sei que
mais maravilhosos ainda serão,
as batucadas,
as manhãs

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Fabio Seixas Santos
Outubro 2007

Saturday, October 13, 2007

Mistério - Da Série As minhas sete mortes

Minha segunda morte foi quase morrer de tédio. Na verdade, um mistério.
Mas que intriga. Dormi bem e acordei assim com aquele vazio por todo o corpo.
Deu vontade de ligar para amigos. Para todos!

E foi o que fiz.

Nenhuma das vozes do outro lado da linha me fazia mais feliz.
Fiquei impaciente querendo saber o porquê, não da infelicidade, mas o porquê da falta de felicidade.

Incompleto, liguei para mais alguns números, procurei por textos e outros becos.
Acabei por me lembrar que mais uma vez minha inquetude mensal veio atacar.
Só que desta vez me veio em mente um questionamento que tive dias atrás.

Será uma solidão eterna? Ou uma vontade de amar sempre?

Nesse ponto, aparece um desencontro e aumenta minha angústia, cada parte do meu corpo entra em descompasso, DNAs se opõem uns aos outros em ritmo desordenado esvaziam com exactidão tudo o que há de certo em mim.

Meu joelho treme, junto com meus pensamentos em fogo por não encontrar essa ou aquela, hum... Essa? Ou aquela ? Não sei o que!

Apoquentação maldita!
Isso que ocorre nessas poucas horas do mês,
quando o tempo passa e eu sem amar alguém.
Me sinto assim. Morto.

Morto pela segunda vez, desta vez nem sei porquê.
Morri por um mistério.

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Fabio Seixas Santos
Outubro 2007