Wednesday, March 28, 2007

Lembranças que a saudade traz

Com minhas saudades,
Pequenas lembranças começam a ressurgir
Lembranças que há muito tempo não via
Agora sim. Vê?

Meu passado
marcado de amor
cantigas de ninar
bolo da vovó e sacolé de manga.
Era um menino arteiro e feliz.

De irmãos lindos
lembro-me bem
Ele bangunceiro, desafiando sempre a durabiliade dos brinquedos
dos quais só pedaços restavam.
Ela linda, uma vez em apresentação de ballet, vestida de urso,
perdida em pleno palco, sem par!
Como queria estar lá.
Me lembro bem.

Recordo de meu pai...
Sempre sábio, vencedor, um grande exemplo.
Minha mãe;
boa de conselhos, energia materna.
E que exemplo!
Educação, valores, amizade.
São meus pais.

Lembro de mim,
Pequeninho assim, fugindo com a bicicleta,
Já um pouco maior cavalgando à beça
e quando grande me formei às pressas
Agora lembro, todo tempo.

E que saudades boas essas.


Fabio Seixas - Março 2007

Monday, March 26, 2007

Inquietudes

Inquietudes ?
Sim, inquietudes.
Boas ou que incomodam ? Para as boas eu sugiro deixar pensar, e para as não tão boas eu sugiro uma taça de vinho para que se aquietem. Embora as duas sejam vitais e necessárias.

Eu sei disso mais do que ninguém.
Minha vida certamente não é cotidiano, e se renova, mas queria pelo menos que essa necessidade do novo tardasse um pouco mais do que apenas um verão. Assim poderia apreciar mais o nascer do sol ou até mesmo observar melhor as mudanças de estação. Será que minha vida tem mesmo isso tudo para me mostrar ?

Talvez possa dizer que sim. Falar que minhas andanças sirvam como pensamentos . . . não se congelam, se renovam e as vezes trazem algo inesperado. Reconquistas de coisas que já senti ou peças perdidas por qualquer razão. Quem sabe até o novo.

Às vezes me perco subitamente numa visão imediata, e a alma vira do avesso . . . mas a melhor maneira que encontro para resolver isso tudo é sentir. Sentir excessivamente a fúria da alma, com os olhos abertos e confusos. O problema é que os sentimentos são os mesmos. É como uma síndrome ou um prévio aviso, de tão forte e volumoso já estou cansado de tê-los. Sempre inquietos.

Na fase de vida em que estou, já passam anos, toda essa exposição em minha cabeça, aos meus turbilhões de inquietudes e pensamentos deveriam ser digeridos e compreendidos de forma mais rápida e serena pelo meu organismo. Mas enquanto não ficam, vou seguir sua sugestão, deixar pensar e abrir um bom vinho.

Fabio Seixas - Março 07